domingo, 10 de julho de 2016

VII Encontro de Embarcações Tradicionais do Rio Cávado

Deneb no seu grande estilo
De 3 a 5 de Junho 2016, realizou-se o VII encontro de embarcações tradicionais na foz do Rio Cávado em Esposende.
O tempo ajudou e foi um fim de semana magnifico, com bons anfitriões espero voltar para 2017.
Havia embarcações tradicionais de vários pontos do País e da vizinha Galiza.








Embarcação Tradicional do Rio Cávado

A Saudação de DENEB e SÃo Martinho a ESPOSENDE

Embarcação tradicional Galega



São Martinho também representado com a sua bandeira.


Pé Leve e Deneb mano a mano






quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A GRANDE VITÓRIA DO DENEB na CLXX REAL REGATTA DE CANOAS

No dia 3 de Outubro pelas 08,00, DENEB saiu da doca de Alcântara com José Louro, Luís  Lamas e Zeferino Pereira a caminho da praia de Pedrouços. Passados 30 minutos fizemos uma paragem técnica na doca da Docapesca para comer e prepararmos a logística para a regata.

Ás 09,30 da caravela Santa Cruz foi dado o tiro de partida com destino à Moita, a viagem é longa e há hora da partida o vento era fraco de sueste.

O vento cresceu e lá fomos tomando a dianteira vendo a proa de catraios e canoas que nos tentavam apanhar, mas o DENEB com vento de popa conseguiu manter-se na dianteira.

Tudo correu muito bem até Santa Apolónia, aí  por volta das 16,00 horas junto ao cais de Santa Apolónia, tinha acabado de desacostar um navio de grande porte, que teve o auxílio de um rebocador da empresa SVITZER.

Já este navio fazia o rumo à foz do rio Tejo, e entre o navio e o cais vinha na nossa direcção a nosso estibordo, o referido rebocador em alta velocidade.

Tudo foi muito rápido, não deixando outra solução que fosse, prepararmos-nos para o que viesse, o meu barco estava devidamente identificado com os símbolos da Marinha do Tejo, o porto de Lisboa tinha dado as devidas instruções para a navegação que naquele dia e aquela hora havia barcos em regata,  havendo regras especificas para tal.


Quando nos cruzamos com este rebocador, aproamos às ondas, tendo à primeira o meu barco subido como era previsível, mas incapaz de vencer a segunda dado que tinha a proa em baixo, o que originou o seu alagamento total com as seguintes consequências:

   - Banho total aos seus tripulantes.


   - Destruição da nossa merenda.

   - Roupa de agasalho toda molhada.

   - Destruição da minha máquina fotográfica.

   - Destruição do meu telemóvel.

“A meu ver”, após esta grande irresponsabilidade onde foi posto em risco, tripulações e bens, por falta de cuidado no respeito, cumprimento das suas funções e leis náuticas, o mestre do referido rebocador na sua atitude mais condenável, foi após ter feito esta asneira, e dado que no seu pedestal, com visão de 360º no seu total desprezo para que circulava no rio, não ter tido coragem de prestar auxilio, a quem tinha o seu barco alagado, tendo fugido em alta velocidade como um “cobarde.”


Este triste episódio, obrigou que toda a tripulação de imediato se dedica-se a retirar o máximo de água do seu interior, bem como em todo o restante percurso.


Em conversa com o mestre da embarcação do varino Liberdade da Câmara Municipal de Vila Franca de Xira, Sr. Luís Godinho que navegava um pouco a sul, quando no cruzamento com este rebocador teve também de tomar as devidas providencias para poder contornar aquele imprevisto que em condições normais de navegação, não seria necessário. 


Aqui atrasamos-nos um pouco mas não perdemos a meta de vista. com coragem e garra pouco a pouco fomos vencendo a distância e conseguindo lugares até que chegamos ao ponto mais difícil do percurso com pouca água, encontrar as calas para poder chegar à Moita.

Ainda encalhamos uma vez mas passamos por muitos que lutavam com o desencalhe, por cortesia e camaradagem que deve haver no mar, demos a vez e ensinamos o caminho a um bote.

Chegada à meta em 3º lugar na geral e 1º na categoria.

Como eram 18,00h demos corda ao Mercury de 6 CV, e rumamos a Alcântara onde 
chegamos com o sol já escondido por volta das 19,55h, cansados mas contentes pela vitória.
PARABÉNS DENEB E À SUA TRIPULAÇÃO

CLXX REAL REGATTA DE CANOAS
3 OUTUBRO 2015 EM FOTOS
Manuel Ventura (Parte 1)
Zélia Silva
Paulo Andrade
Elizabete Andrade
Fernando Monteiro
Rui M.Vale Rodrigues
Paulo Sousa Costa
FCR

domingo, 17 de janeiro de 2016

FESTAS DA MOITA SETEMBRO 2015


Com vento de popa da doca de Alcântara ao Montijo 45 minutos 
Adicionar legenda A juventude nesta tripulação, feliz e a caminho das festas da Moita para participar na regata.

Com cara de tristeza!

Bem compenetrado para não encalhar como no ano anterior.

Tudo aborrecido!

Preocupado para o primo não cair ao mar!

O arrais compenetrado com o movimento marítimo.

Quando chega o almoço? Já tenho fome!
O petisco


À espera do tacho.

De volta do tacho!


A saborear.

Ao ataque.
Os manos no descanso devido.

Ganda pinta!

DENEB já na Moita, depois de encalhar duas vezes, não é fácil.




Cansado!
João atento às explicações da Clara.
Que chatice o sol está a incomodar. 

Para o ano quero mais, mas todos partidos!





O que encontramos à chegada.

Como DENEB e S.M.P. e tripulação saudou a MOITA.





















quinta-feira, 15 de outubro de 2015

REGATA TRADICIONAL – 15 DE AGOSTO



         
BOTETIMONEIROFINAL
RatãoManuel Godinho & Comp.ª
Forte e FeioJoão, Nuno Coimbra & Compª
AudazFrancisco Cary & Comp.ª
São MartinhoCristovão Coimbra & Comp.ª
DenebJosé Louro Costa / Luís Lamas
Santo AntónioMiguel Chichorro, Duarte Lino Neto & Comp.ª
JoseméliaJoão Veiga Alves & Compª
São DomingosMiguel Alvim & Comp.ª
















domingo, 11 de outubro de 2015

Regata do dia 9 de Agosto 2015


O DENEB VIROU COM UMA CAMBANDELA!!!

A tripulação era composta por: ao leme José louro da Costa, Luís Lamas, João Veiga Alves, Salvador Alvim e .........
Havia vento rijo e com uma rajada inesperada, aliado à falta de pratica do seu timoneiro foi tudo ao banho!
E assim se passou:
Na segunda volta ao rondar a bóia de Salir, havia muita confusão, junto à bóia um barco virado, (a autora deste video a filha do Aleixo Coimbra), em sentido contrário vinha o Audaz, O Ratão cambava  junto à bóia e ao barco virado com uma manobra arriscada, a nossa velocidade era muito alta, e quando tomei a decisão de cambar fomos surpreendidos por uma rajada, mas tudo foi muito rápido, e quando demos por nós já estávamos virados. Felizmente ninguém se aleijou, não se perdeu ou estragou algo.
Ninguém  gosta desta experiência, mas posso garantir que tivemos as condições ideais e perfeitas para um treino.
Com esta experiência e olhando ao que foi feito, tiramos as nossas conclusões e como aprendemos com os erros e experiência, gostava de deixar umas sugestões.

- Manter a calma e OBSERVAR, JULGAR e ACTUAR.
- Depois de confirmar que todos estão bem, começar a resolver o problema.

 O QUE FIZ!
-Soltei a adriça no cunho e na verga, para poder retirar a verga.
-Soltei o cabo na amura que fixa à vela.
- Puxei para fora do barco a verga e vela, sem mexer nos brandais.
- Agarrado aos brandais e pés na quilha, deu-se um balanço e o barco endireitou com facilidade.
- Enrolamos a vela à verga, e levamos para cima do barco.
- Com a ajuda de o barco de apoio da organização do Clube Náutico, decidimos reboca-lo para terra, para tirar água.

O QUE DEVERIA TER FEITO!
- Soltar unicamente a adriça no cunho.
- Somente puxar a verga e vela para junto do barco.
- E endireitar o barco.
- Rebocar o barco.

MEDIDAS DE ANTECIPAÇÃO!
A bordo tudo sem excepção deve estar agarrado ao barco, desde paneiros, roupa, etc.
Tudo isto para evitar de tudo andar a boiar ao nosso lado.

Espero que com esta minha experiência e com estas dicas, em caso de uma situação semelhante vos possa ajudar, ninguém esta fora de uma situação semelhante.
Por ultimo quero agradecer a ajuda de toda a tripulação bem como ao amigo Cairrão com a sua preciosa ajuda no barco de apoio.

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Encontro de embarcações tradicionais do rio Tejo e de São Martinho do Porto

8 de Agosto 2015

Chegou o dia desejado mas São Pedro não colaborou, tempo limpo mas com muito vento, ele soprava com 25 nós e rajada de 30, havia de tomar decisões! A regata ou se cumpria naquele horário, ou não se fazia, dado que era necessário retirar os barcos que vieram de Lisboa com a maré. A decisão cabia  ao Clube Náutico e assim foi decidido adia-la para o dia seguinte.
Mas como o encontro não se ficava só pela regata, fomos atacar o almoço que tinha como entrada umas moelas, prato principal uma feijoada de choco oferecida pela Junta de freguesia, e confeccionada pelo restaurante "O Amável", como sobremesa pão de ló oferecido pelo Aleixo Coimbra, ameixas Rainha Cláudia oferta do amigo António Claré e para regar tudo isto com um belo tinto ou branco da Multifiltros do Luís Coimbra.
Garanto que tudo estava divinal!!
Este evento teve a honra de receber como representante da Câmara Municipal da Moita, o sr vereador do urbanismo João Miguel Romba, e da  Marinha Tejo  o Professor Carvalho Rodrigues, e o eng Paulo Andrade.
Como a regata não se pode realizar, após o almoço houve troca de lembranças, tendo a direcção do clube Náutico decidido oferecer a taça para o melhor classificado, dos barcos vindos de Lisboa à Marinha Tejo, tendo por sua vez esta oferecido ao barco Leonor Neto, que fez a sua primeira viagem depois da sua recuperação aqui em São Martinho.
O ponto alto do dia, foi a apresentação  no cais em frente ao Clube Náutico por parte do amigo João Gregório, arrais do varino Boa Viagem das diversas profissões que dão luz e mantêm estes barcos sempre bonitos.
Obrigado a todos os intervenientes que proporcionaram este encontro, e quem sabe se outros se seguirão.

REGATA – BARCOS TRADICIONAIS DO TEJO E DE SÃO MARTINHO DO PORTO

PORTUGAL
Chegaram pelas nove da manhã de sábado ao Clube Náutico de São Martinho do Porto. Consigo trouxeram o S.João, o Leonor Neto e o Senhor dos Aflitos, barcos tradicionais do Tejo, utensílios artesanais de reparação naval, histórias e ensinamentos, e muito boa disposição.
Depois de um animado convívio e almoço na sede, a Marinha do Tejo, em parceria com o Clube Náutico, presenteou os convidados, e quem passava no Cais, com uma incitante narração da história da construção, manutenção e vida nos Barcos Tradicionais do Tejo. Entre as profissões apresentadas, como o pintor, o ferreiro, o carpinteiro e o “mestre velas”, foi o “Sr.Quim”, dos poucos e raros que ainda praticam a “arte de calafatar”, que fez uma demonstração prática da aplicação da estopa, revelando o seu segredo – enrola a estopa no seu joelho. “São sons únicos, os compassos da música da aplicação da estopa”, observa João Gregório (arrais do barco “Boa Viagem” da Câmara Municipal da Moita), e acrescenta, ainda, “Hoje em dia, já são raras as pessoas que praticam esta arte. Se desaparecer, os barcos em madeira estão condenados.”
Seguiu-se um workshop de aprendizagem do Nó “Lais de Guia”. João Gregório apresenta uma mnemónica para a execução do Nó: “Pega-se num cabo, cordas não existem a bordo, desenha-se um poço, numa das pontas temos uma cobra e a cobra vai sair do poço. Sai do poço, passa por detrás do tronco da árvore e volta a entrar no poço.”
Com isto, o Clube Náutico de São Martinho do Porto e a Marinha do Tejo, pretenderam destacar a importância de manter esta tradição, de geração em geração, dos Barcos Tradicionais Portugueses, que é tão de Portugal, como é, ela própria, Portugal.
(TEXTO POR: BRUNA BERNARDINO – CLUBE NÁUTICO DE SÃO MARTINHO DO PORTO)


Carregando neste link poderão ver algumas passagens do evento